Na semana passada li uma entrevista com Camilo da Silva Oliveira - diretor de uma das melhores escolas estaduais classificadas no Enem – que criticava os modismos adotados por diversos secretários da Educação.
Foi quando me veio à cabeça uma situação que passei em sala um tanto constrangedora, porém um tal modismo aplicado pelo ex-secretário Gabriel Chalita (Pedagogia do Amor) me ajudou a resolvê-la.
Era uma quinta-feira à noite, cheguei à escola e percebi que o horário havia mudado: em vez de ir para o 3º E, eu iria para o 1º G do Ensino Médio, uma sala um tanto quanto difícil.
Subi as escadas e quando cheguei à porta da sala havia um único aluno do lado de fora e um cheiro estranho.
Perguntei:
- Ué, só tem você hoje?
- Só, professora.- Ele me respondeu.
- E que cheiro estranho é esse?- Ele ficou calado.
Eu entrei na sala, me dirigi à mesa e imagine com o que eu deparo:
Um inseto para me assustar? – Não!
Uma fruta para me agradar? – Não!
Simples. Eu encontro um tolete de “merda” muito grande e fedorento.
Mais constrangido do que eu, estava o único aluno presente naquela sala.
Perguntei se ele sabia quem havia sido o autor e a resposta foi negativa.
A única coisa que pude fazer foi pedir ajuda a ele para descermos com a mesa para a direção e iniciarmos a nossa aula.
Fui embora literalmente arrasada e passei a semana inteira com aquilo na cabeça.
Como agiria com aquela sala?
Foi quando lendo algumas notícias sobre educação, vi o seguinte comentário sobre um livro recém lançado de Gabriel Chalita:
Segundo o escritor, os aprendizes de maneira geral, jovens e adultos conservam um pouco da ternura, amor e pureza própria da criança que existe em todos nós, portanto é possível resgatar valores morais, muito desprezados e até desconhecidos atualmente.
Percebi, então, que a partir daquela brincadeira de mau gosto eu poderia tentar
resgatar alguns valores para aquela turma.
Na semana seguinte entrei na sala de aula querendo apenas conversar.
Todos ficaram calados e eu fiz o meu discurso de uma forma branda e bem sorridente:
- Obrigada pelo presente que vocês me deixaram na semana passada. Nunca imaginei receber algo como aquilo. Foi uma idéia diferente e suja..
Percebi que eles olhavam entre si e continuei.
- É uma pena que tenhamos perdido nossa aula para um cocô, mas já que é assim, o que posso fazer?.
Nessa hora muitos riram; percebi que alguns nem sabiam sobre o que eu estava falando, então comecei a narrar a fedorentina situação para que todos pudessem estar a par do que havia acontecido.
Uns continuavam sádicos, outros boquiabertos.
Continuei o discurso tentando resgatar alguns valores como respeito ao próximo, muito desprezados e, diríamos, até desconhecido por alguns alunos.
Não esqueci do bom humor para que aquele sermão pudesse ser bem absorvido por eles.
- ... Não era o que eu gostaria de ganhar de vocês, mas se vocês acham que eu mereço, agradeço.
De repente, um aluno cortou o discurso e disse que o presente fedorento não era para mim, e sim para outro professor. Segundo ele, o problema foi a mudança de horário e eu acabei sendo a azarada...
- ... Mesmo assim, o fato é que se vocês acham que eu ou qualquer outro professor merecemos isso, mais uma vez agradeço.
Então falei também sobre respeito e educação.
Encerrei o discurso com um “obrigada por terem dispensado o tempo precioso de vocês com os meus agradecimentos e se quiserem conversar depois, estou à disposição.”
Tentei iniciar a aula, porém o assunto se espalhou pela sala assim como o cheiro da “merda” na semana anterior.
Alguns alunos começaram a entregar um certo colega.
Foi quando me veio à cabeça uma situação que passei em sala um tanto constrangedora, porém um tal modismo aplicado pelo ex-secretário Gabriel Chalita (Pedagogia do Amor) me ajudou a resolvê-la.
Era uma quinta-feira à noite, cheguei à escola e percebi que o horário havia mudado: em vez de ir para o 3º E, eu iria para o 1º G do Ensino Médio, uma sala um tanto quanto difícil.
Subi as escadas e quando cheguei à porta da sala havia um único aluno do lado de fora e um cheiro estranho.
Perguntei:
- Ué, só tem você hoje?
- Só, professora.- Ele me respondeu.
- E que cheiro estranho é esse?- Ele ficou calado.
Eu entrei na sala, me dirigi à mesa e imagine com o que eu deparo:
Um inseto para me assustar? – Não!
Uma fruta para me agradar? – Não!
Simples. Eu encontro um tolete de “merda” muito grande e fedorento.
Mais constrangido do que eu, estava o único aluno presente naquela sala.
Perguntei se ele sabia quem havia sido o autor e a resposta foi negativa.
A única coisa que pude fazer foi pedir ajuda a ele para descermos com a mesa para a direção e iniciarmos a nossa aula.
Fui embora literalmente arrasada e passei a semana inteira com aquilo na cabeça.
Como agiria com aquela sala?
Foi quando lendo algumas notícias sobre educação, vi o seguinte comentário sobre um livro recém lançado de Gabriel Chalita:
Segundo o escritor, os aprendizes de maneira geral, jovens e adultos conservam um pouco da ternura, amor e pureza própria da criança que existe em todos nós, portanto é possível resgatar valores morais, muito desprezados e até desconhecidos atualmente.
Percebi, então, que a partir daquela brincadeira de mau gosto eu poderia tentar
resgatar alguns valores para aquela turma.
Na semana seguinte entrei na sala de aula querendo apenas conversar.
Todos ficaram calados e eu fiz o meu discurso de uma forma branda e bem sorridente:
- Obrigada pelo presente que vocês me deixaram na semana passada. Nunca imaginei receber algo como aquilo. Foi uma idéia diferente e suja..
Percebi que eles olhavam entre si e continuei.
- É uma pena que tenhamos perdido nossa aula para um cocô, mas já que é assim, o que posso fazer?.
Nessa hora muitos riram; percebi que alguns nem sabiam sobre o que eu estava falando, então comecei a narrar a fedorentina situação para que todos pudessem estar a par do que havia acontecido.
Uns continuavam sádicos, outros boquiabertos.
Continuei o discurso tentando resgatar alguns valores como respeito ao próximo, muito desprezados e, diríamos, até desconhecido por alguns alunos.
Não esqueci do bom humor para que aquele sermão pudesse ser bem absorvido por eles.
- ... Não era o que eu gostaria de ganhar de vocês, mas se vocês acham que eu mereço, agradeço.
De repente, um aluno cortou o discurso e disse que o presente fedorento não era para mim, e sim para outro professor. Segundo ele, o problema foi a mudança de horário e eu acabei sendo a azarada...
- ... Mesmo assim, o fato é que se vocês acham que eu ou qualquer outro professor merecemos isso, mais uma vez agradeço.
Então falei também sobre respeito e educação.
Encerrei o discurso com um “obrigada por terem dispensado o tempo precioso de vocês com os meus agradecimentos e se quiserem conversar depois, estou à disposição.”
Tentei iniciar a aula, porém o assunto se espalhou pela sala assim como o cheiro da “merda” na semana anterior.
Alguns alunos começaram a entregar um certo colega.
Eu - bem descontraída - acabei agradecendo a ele, que muito nervoso saiu da sala dizendo que iria me matar...
(Na próxima semana, o término desta história que, graças a Pedagogia do Amor, terminou bem mais cheirosa do que se esperava!)
Aprendendo: "O grande segredo da educação de hoje é sua incapacidade de distinguir conhecimento e sabedoria. Forma a mente e despreza o caráter e o coração. As conseqüências são estas que se vê." (Theodore Palmquistes)

E ainda tem a parte dois ... espero que sem "cocô", rsrsrs.
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